Bebês aprendem música

Olhar para uma criança como um ser pleno passa por entender que ela é capaz de aprender com todas as experiências que vivencia, desde as mais cotidianas até as mais complexas ou inesperadas. De acordo com a educação integral, a música exerce um papel fundamental nesses processos iniciais da aprendizagem, pois estimulam a percepção dos sons e ritmos que fazem parte do cotidiano.

É só lembrar da reação dos pequeninos quando colocados em contato com os sons, sejam as tocadas em aparelhos, as cantadas e tocadas por outras pessoas, ou os ruídos naturais da cidade e da natureza. Face a um barulho qualquer, os bebês ficam em estado de alerta e curiosidade, buscando interagir e treinar o corpo para se mexer de acordo com o ritmo novo percebido.

Em entrevista feita com o Toda Criança Pode Aprender, os especialistas no assunto Ricardo Dourado Freire e Célia Porto, do Projeto Música para Crianças, da Universidade de Brasília, explicam que o processo de musicalização dos bebês precisa começar cedo. Quanto antes for estimulado, maiores serão os potenciais desenvolvidos.

Ricardo afirma que, durante uma aula de musicalização, por exemplo, as atividades para os pequenos se dão diretamente via interação com a escuta de músicas cantadas pelos professores, com o uso de instrumentos, de danças e brincadeiras. É importante que, neste espaço, a música seja a linguagem do momento e que tudo ocorra ao redor dela.

Os especialistas destacam a importância da interação com os adultos de referência, que permanecem com os bebês nas aulas, que inevitavelmente se tornam referência para as crianças em diversos momentos da rotina, como na hora do banho, antes de dormir ou no momento de brincar. A música é, ainda, uma ótima oportunidade para estreitar os vínculos afetivos com o bebê.

Por isso, se a palavra “musicalização” pode soar muito técnica para você, vale lembrar que situações corriqueiras do dia a dia podem ensinar muito para os pequenos em termos de apreensão da música. Quando ouvem um som, os bebês praticam a escuta e a descoberta, balbuciam, engatinham e procuram interagir com aquele estímulo que é completa novidade para eles. Assim, há muitas formas de colocar essa intenção em prática durante o cotidiano, como cantar, tirar som dos objetos comuns da casa, emitir sons com a boca e o corpo, entre outras brincadeiras estimulantes.

Fonte: Catraquinha

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